uma realização do Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Pardieiro Cultural, Instituto Vladimir Herzog e do Sesc São Paulo

Diversas temáticas ligadas aos Direitos Humanos estão em cartaz em um novo festival que reúne filmes, performances musicais e debates.

NOTÍCIAS

Seleção especial de curtas

São mais de 20 títulos de curtas metragens ganhadores de prêmios nacionais e internacionais disponíveis até o dia 14/03.

37 filmes disponíveis!

Até domingo a programação de filmes segue disponível.
Confira!

Encerramento do dh fest

 Show de encerramento fica a cargo do rapper indígena Kunumi MC, domingo às 19h

dh fest na Mônica Bergamo e UOL

Anunciando o festival, a capa do portal UOL e a coluna Mônica Bergamo (Folha de S. Paulo) deram destaque para o debate reunindo o fotógrafo Sebastião Salgado e escritor Ailton Krenak

APRESENTAÇÃO

Diversidade dos direitos

A importância em reconhecer a multiplicidade de saberes, tradições, crenças, comportamentos e manifestações culturais presentes em sociedade converge no pensamento e na defesa dos Direitos Humanos. Essas diversidades, que se fazem presentes e atuantes nos movimentos que lutam pelos direitos civis, sociais e políticos, contribuem para o constante processo de transformação histórica em busca de dignidade humana para todas e todos.

Celebrar os Direitos Humanos é celebrar a existência e o respeito à humanidade, em toda sua pluralidade de expressões e costumes. Entendendo a importância das ações que estimulem a reflexão acerca desses direitos fundamentais, o Sesc, por meio de suas atividades, convida as pessoas a fruírem programações que difundam tais valores.

Nessa perspectiva, o dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos, em sua primeira edição, visa fomentar reflexões entre as linguagens artísticas e a práxis dos direitos humanos, compreendida como o fazer cotidiano pautado pelo respeito às diversidades, pela defesa de grupos minoritários e pelo desejo de uma sociedade mais justa. Por meio de debates interseccionais envolvendo distintas epistemologias, saberes e vozes identitárias, a proposta dialoga de forma transversal especialmente com as linguagens do cinema e da música.

Ao propiciar e difundir ações, sejam artísticas ou socioeducativas, que contribuam para a efetivação dos Direitos Humanos em diferentes âmbitos a instituição reafirma seu compromisso na construção de uma sociedade cujos valores da solidariedade e da igualdade estejam presentes nas variadas formas de convivência, a fim de reconhecermos que o respeito irrestrito à alteridade é condição sine qua non para o bem estar da coletividade.

Sesc São Paulo

Arte e cultura para um país mais justo, livre e democrático

O Instituto Vladimir Herzog, desde sua criação em 2009, sempre acreditou na cultura e na arte como caminhos potentes e oportunos para refletirmos sobre a democracia brasileira e a situação dos direitos humanos no país. Em nossa missão de promover uma cultura de paz, de diálogo e de respeito à dignidade humana, realizamos dezenas de projetos culturais, como concertos e shows, peças, exposições, documentários, edições de livros e outras publicações.

Neste momento, em que encaramos sistemáticos ataques aos valores democráticos e violentas ameaças às políticas públicas de cultura e de direitos humanos no Brasil, a primeira edição do dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos é um convite para pensarmos sobre nossa desigual realidade e para fortalecermos o acesso à cultura como um importante processo de cidadania.

Por meio das obras, trabalhos e diálogos incríveis que compõem esta programação, pretendemos contribuir para a construção de um país mais justo, mais livre, mais democrático e mais soberano. Seguiremos na luta por direitos, resistindo e valorizando o que temos de melhor: nossa diversidade e nossa cultura.

Agradecemos aos produtores culturais Francisco Cesar Filho e Leandro Pardí, que nos apresentaram esta ideia fantástica, e ao Sesc São Paulo, na figura do queridíssimo prof. Danilo Santos de Miranda e de toda a equipe do Sesc Bom Retiro, parceiros de longa data do IVH e que mais uma vez estão conosco para uma atividade tão fundamental.

Agradecemos também aos companheiros do Instituto Ethos por todo apoio ao dh fest e ao sr. Sérgio Sá Leitão, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, que por meio do Edital ProAC Expresso/Lei Aldir Blanc nos viabilizou a realização deste festival.

Agradecemos ainda à maravilhosa equipe do Instituto Vladimir Herzog que tanto trabalhou para estarmos aqui hoje, na figura de Carolina Vilaverde, que produziu e coordenou este projeto pelo IVH.

Agradecemos, sobretudo, a você que, ao acompanhar e participar das atividades deste festival, aposta na cultura brasileira e no sonho de um país mais democrático e menos desigual. Esta é apenas a primeira das muitas edições que virão deste evento que já nasce urgente e necessário. Viva o dh fest!

Rogério Sottili, diretor executivo do Instituto Vladimir Herzog

A criação do dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos foi pensada a partir da criação de um hub de boas práticas para a cultura cidadã. A partir da perspectiva da cultura, abordar as temáticas de Direitos Humanos e sustentabilidade.

Para tal, a primeira edição do evento apresenta, de forma online e gratuita, manifestações artísticas promovendo performances musicais exclusivas, ciclo de debates com participantes de expressão e disponibilizados longas e curtas-metragens premiados e inéditos.

Buscamos, assim, reforçar a relação intrínseca entre cultura e Direitos Humanos, valorizando manifestações capazes de engajar e representar discursos que inspiram transformações da sociedade e geram impacto positivo tanto simbólico quanto social.

Estão presentes na programação, por exemplo, abordagens que focam em direitos da população LGBTQIA+, à educação, à verdade e à memória, da população negra e afrodescendente, das mulheres e ao meio ambiente sadio, entre muitas outras.

O festival é uma realização do coletivo Pardieiro Cultural em conjunto com o Instituto Vladimir Herzog e o Sesc São Paulo, contando com a correalização da Criatura Audiovisual. Em nome de todos, agradecemos aos parceiros Instituto Ethos, Jornalistas Livres, Mundo Pensante, Projetemos e Ação de Rua – SP, cujas atuações nos identificamos e admiramos.

E desejamos a todes um excelente festival!

Francisco Cesar Filho e Leandro Pardí

MÚSICA

Chico César é autor de sucessos consagrados pelo público, como “Mama África” e “À Primeira Vista”. O artista paraibano tem nove álbuns lançados, sendo o mais recente “O Amor é um Ato Revolucionário” (2019). Sua obra condensa o infinito cordão umbilical que o une às suas raízes.

Tássia Reis é uma das artistas de mais destaque no atual mercado brasileiro da música independente. Já se apresentou nos melhores e maiores palco do país. Em sua primeira turnê internacional, apresentou-se em seis países, nos principais festivais europeus de verão.

Chernobyl é um coletivo formado e pensando para e por pessoas queer e racializadas, com o intuito de confraternização em um espaço seguro para corpos marginalizados, LGBTQIA+ e pretos. No Baile em Chernobyl os ritmos marginalizados emanam empoderamento da juventude nas periferias.

Kunumi MC é precursor do Rap Nativo, novo segmento do hip hop, que parte da criação musical a partir da visão de um indígena nativo sobre a sua própria cultura. No seu caso, a etnia Mbyá-Guarani. Em dezembro de 2020, o artista representou o Brasil – ao lado de Daniela Mercury – no evento de celebração do Dia dos Direitos Humanos, promovido pela ONU. 

FILMES

LONGAS-METRAGENS

“La Cordillera de Los Sueños” / “La Cordillère des Songes”

Patrício Guzmán

Chile/França, 2019, 104 min 14 anos

a partir de 7/03, às 19h00, até 9/03, às 18h59, ou até atingir o limite de 200 visionamentos

No Chile, quando o Sol nasce, precisa escalar muros, colinas e cumes até atingir a última rocha no topo dos Andes. A cordilheira está em todo lugar, mas, para os chilenos, é muitas vezes um território desconhecido. Depois de explorar o norte e o sul do país em outros documentários, o diretor Patrício Guzmán se viu tentado a filmar essa imensa construção para explorar seus mistérios, poderosos segredos do passado e do presente chilenos.

Vencedor do prêmio de melhor documentário no Festival de Cannes 

Gil Baroni

Brasil-PR, 2019, 87 min, 14 anos

a partir de 07/03, às 19h00, com limite de 300 visualizações

Uma garota trans cheia de personalidade luta para ser aceita em uma escola tradicional e para dar os primeiros passos na sua vida amorosa. Com Anne Celestino Mota, Emmanuel Rosset e Matheus Moura.

Selecionado para a mostra Generation 14Plus do Festival de Berlim, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Outfest Los Angeles LGBTQ Film Festival, Frameline San Francisco International LGBTQ Film Festival e para o Festival de San Sebastián; melhor atriz, melhor atriz coadjuvante, melhor montagem e melhor trilha sonora no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; prêmio do público na Mostra Geração e Prêmio Feliz no Festival do Rio; prêmio do público para longa-metragem brasileiro, melhor interpretação e menção honrosa no Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade; indicado ao Annual GLAAD Media Awards (da Gay & Lesbian Alliance Against Defamation)

 

João Jardim

Brasil-RJ, 2020, 84 min, 12 anos

sessões em 13/03, das 18h00 às 19h25, e em 14/03, das 18h00 às 19h25, com limite de 750 visualizações em cada uma

Enquanto alunos do 3º ano do ensino público no interior do Sergipe se preparam para a prova que pode determinar o resto de suas vidas, o documentário retrata as angústias e os prazeres da adolescência através de seus gestos, inquietações e conquistas.

Selecionado para o É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários

 

Caru Alves de Souza

Brasil-SP, 2020, 99 min, 14 anos

a partir de 08/03 às 15h00 até 09/03 às 14h59

Brutalidade policial, violência sexual, homofobia e direito das mulheres vistos no cotidiano de uma skatista de 17 anos que vive em um bairro da periferia da cidade de São Paulo. Quando ela encontra um grupo de meninas skatistas sua vida muda completamente. Com Grace Orsato, Karina Buhr, Marie Maymone, Helena Luz, Gilda Nomacce e Paulette Pink.

Vencedor do prêmio de melhor filme da mostra Generation 14plus do Festival de Berlim; melhor filme e direção no Nordic Film Festival, de Nova York; melhor filme pelo júri jovem do Gender Bender Festival, de Bolonha (Itália); melhor filme latino-americano no Festival de Cine Latinoamericano de La Plata (Argentina); prêmio do público no Cormorán Film Fest (Corunha, Espanha); melhor atriz e menção honrosa para o elenco feminino no Festival de Cine de Lima PucP (Peru); prêmio do júri de estudantes no Ciné Junior – Festival de Cinéma Jeunes Publics de Val-de-Marne (França)

Pedro Arantes

 Brasil-SP, 2018 , 79 min, 14 anos

a partir de 07/03 às 19h00 até 14/03 às 19h59

Felipe foi visitar um amigo, Paulinho deixou sua residência, Lula era um guerrilheiro, Rolindo lutava para retomar sua Terra Original Guarani. Nunca mais foram vistos. Não estão vivos e nem mortos: estão desaparecidos. Com Franciele Gomes, Maria José Araújo, Lucineide Damasceno e Amparo Araújo

 

Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral.

Brasil-SP, 2020, 89 min, 14 anos

a partir de 07/03 às 19h00 até 14/03 às 19h59

As encenações e improvisos de sete artistas pelas ruas do centro da cidade de São Paulo em uma experiência que torna visível a persistência de preconceitos arcaicos de gênero e raça no imaginário comum. No centro desta narrativa polifônica está a importância da resistência política através das alianças de luta comum entre coletivos LGBTQIA+, negritude, indígenas e trabalhadores sem teto.

Vencedor do prêmio de melhor filme no festival Queer Porto 6 (Portugal); melhor filme e melhor direção no Festival de Vitória; filme de abertura do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

 

Diego da Costa

Brasil-SP, 2019, 95 min, 12 anos

a partir de 07/03 às 19h00 até 14/03 às 19h59

Quando a escola onde Sofia estuda é ocupada pelos seus amigos e colegas de classe, ela se vê em um dilema entre continuar estudando sozinha ou compartilhar seu conhecimento na transformação da escola. Com Fran Santos, Kelson Succi, Paulo Pinheiro, Lucélia Santos e Rincon Sapiência

Vencedor do prêmio de melhor filme no Festival de Cinema Latino-Americano

 

Susanna Lira

Brasil-RJ, 2018, 97 min, 12 anos

a partir de 08/03 às 15h00 até 14/03 às 19h59

O filme traz relatos inéditos de ex-companheiras de cela do Presídio Tiradentes (São Paulo) e remonta, como um exercício lúdico de memória, os dias no cárcere durante a ditadura civil-militar brasileira (1964 -1985).

Vencedor dos prêmios de melhor documentário brasileiro, melhor direção de documentário, prêmio do público para longa-metragem documentário e Prêmio Canal Curta no Festival do Rio; prêmio do público para documentário brasileiro na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo; prêmio especial do júri no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; melhor documentário no ATLANTIDOC – Festival de Documentários do Uruguai; menção honrosa no Festival de Santiago del Estero (Argentina)

 

Livia Sampaio

 Brasil-BA, 2019, 75 min, 14 anos

a partir de 07/03 às 19h00 até 14/03 às 19h59

A alienação parental atinge cerca de 17 milhões de jovens e adolescentes no Brasil, impedidos de ter contato com o outro genitor e seus familiares. O filme questiona a efetividade das legislações e do próprio Poder Judiciário, nem sempre preparados para lidar com as particularidades dos casos.

Vencedor de menção honrosa para filme de caráter humanitário no Santos Film Fest; troféu Cacto de Prata de melhor roteiro no Festival de Cinema dos Sertões de Floriano (PI); melhor filme de família/crianças no Festival Tagore (Índia)

 

João Batista de Andrade

Brasil-SP, 2005, 85 min, 14 anos

a partir de 07/03 às 19h00 até 14/03 às 19h59

No dia 25 de outubro de 1975, o jornalista Vladimir Herzog acorda de manhã e se despede da mulher, Clarice: ele deve se apresentar ao DOI-Codi, órgão de repressão política do regime militar brasileiro, para prestar depoimento. Clarice questiona se ele deve se apresentar: vários amigos estão presos e sabe-se que são torturados. Mas Vlado se recusa a fugir; pondera que é um homem transparente, alheio à clandestinidade. No fim da tarde do mesmo dia, sua família e amigos recebem a terrível notícia: o jornalista está morto e, segundo fonte oficial, suicidou-se na prisão. O filme revela a trajetória de Herzog, desde a infância na Iugoslávia até sua posse como diretor de jornalismo da TV Cultura de São Paulo. A reação de Clarice, dos amigos e da sociedade, recusando a farsa montada para justificar a morte do jornalista, tornou o fato um marco na luta pela redemocratização do país.

Selecionado para o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo

 

CURTAS-METRAGENS

Bruna Barros e Bruna Castro

Brasil-BA, 2020, 13 min, livre

a partir de 08/03 às 15h00 até 14/03 às 19h59

Através de imagens de arquivo pessoal e reflexões sobre as ambivalências que às vezes se imprimem em relações cheias de amor, o filme apresenta recortes de afeto entre duas sapatonas e suas mães.

Selecionado para o Fest Tabatinga – Festival Tabatinga de Cinema e para o Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro

 

Carol Rodrigues

Brasil-SP, 2019, 14 min, 14 anos

a partir de 08/03 às 15h00 até 14/03 às 19h59

Ivy e Tamirys fogem da polícia depois da Marcha Mundial das Mulheres do 8 de março. Durante a fuga, vão parar em um prédio abandonado, onde amadurecem o desejo que sentem uma pela outra desde o primeiro momento em que se viram na manifestação.

Vencedor do prêmio de melhor filme brasileiro e menção honrosa do Prêmio ABD/APECI no Recifest – Festival de Cinema de Diversidade Sexual e de Gênero; prêmio de melhor fotografia e prêmio da crítica no For Raimbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade sexual (Recife); selecionado para a Mostra de Tiradentes, Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade e para o FestCurtasBH – Festival Internacional de Curtas-Metragens de Belo Horizonte

Rodrigo Ribeiro

Brasil-SC, 2020, 10 min, 14 anos

a partir de 07/03 às 19h00 até 14/03 às 19h59

 

Memórias do passado escravista brasileiro transbordam em paisagens etéreas e ruídos angustiantes. Através de um poético ensaio visual, uma reflexão sobre o silenciamento e invisibilização do povo preto em diáspora, numa jornada íntima e sensorial.

Vencedor do prêmio de melhor direção e Prêmio Canal Brasil no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; Prêmio Revelação no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum; selecionado para o Doclisboa – Festival Internacional de Cinema, Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, Entretodos – Filmes Curtos e Direitos Humanos, FestCurtas Fundaj e CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto

 

Paula Sacchetta e Renan Flumian

Brasil-SP, 2020, 11 min, 12 anos

a partir de 08/03 às 15h00 até 14/03 às 19h59

 

A gente vem com prazo de validade? O sexo na terceira idade, através da história de Isabel Dias, de 64 anos. Ela foi casada por 32 anos e decidiu se separar quando soube que foi traída. Após o divórcio, ela vive uma jornada de redescoberta do sexo e do próprio corpo

 

Mickaelle Lima Souza, Pâmela Kath, Lívia Zanuni e Pedro Vilo

Brasil-PR, 2020, 10 min, 10 anos

a partir de 08/03 às 15h00 até 14/03 às 19h59

a partir de três depoimentos, o filme revela a trajetória de Enedina Alves Marques, a primeira mulher negra a se formar em engenharia civil na Universidade Federal do Paraná, em ambiente extremamente machista e essencialmente racista.

Selecionado para o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

 

Asaph Luccas / Coletivo Gleba do Pêssego

Brasil-SP, 2019, 18 min, 14 anos

a partir de 07/03 às 19h00 até 14/03 às 19h59

Três jovens amigos negros da favela de Heliópolis partiram em busca de refúgio na vida noturna LGBT+ do centro da cidade de São Paulo.

Vencedor do prêmio de melhor curta-metragem no Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade; selecionado para o Festival do Rio; Prêmio Canal Brasil e Troféu “Borboleta de Ouro” no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum

 

Camila Kater

Brasil-SP/Espanha, 2019, 12 min, 12 anos

a partir de 08/03 às 15h00 até 14/03 às 19h59

Documentário animado sobre as transformações do corpo feminino, cujo título faz alusão à objetificação vivenciada pelas mulheres ao longo da vida. E entre os depoimentos presentes há relatos da atriz e cineasta Helena Ignez e da cantora Raquel Virgínia (da banda As Baías).

Vencedor do prêmio do público para curta-metragem no Festival do Rio; melhor curta-metragem e melhor roteiro no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; Destaque ABCA – Associação Brasileira de Cinema de Prêmio para melhor animador(a) / Troféu O Kaiser no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum; Prêmio ABCA de melhor animação e Prêmio Canal Brasil na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo; melhor documentário internacional em animação no Festival de Animação de Londres; melhor filme dirigido por mulher no Festival de Curtas-Metragens Aguilar de Campo (Espanha); menção honrosa do júri jovem no Festival de Locarno; selecionados para o, Festival de Toronto, Festival de Animação de Annecy, D’A – Festival de Cinema de Barcelon, Festival de Curtas-Metragens de Tampere e para o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

 

Larissa Barbosa

Brasil-MG, 2020, 3 min, 10 anos

a partir de 08/03 às 15h00 até 14/03 às 19h59

Um filme-poema-manifesto-performance que reflete sobre o passado, presente e futuro de mulheres negras, que mesmo com diferentes identidades, historicamente são marginalizadas dentro da estrutura social brasileira.

Selecionado para o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba e para a Mostra Ecofalante de Cinema

yuri costa

Brasil-RJ, 2020, 23 min, 14 anos

a partir de 07/03 às 19h00 até 14/03 às 19h59

Após anos afastado devido à violenta morte do irmão, um renomado jornalista retorna para a casa de sua família para cuidar de sua mãe, que sofre uma grave e desconhecida doença. Numa noite, ele recebe a visita de dois estranhos, que têm negócios desconhecidos com seu pai. Esse encontro, juntamente com acontecimentos que o levam a desconfiar que algo sobrenatural se abateu sobre sua mãe, fazem-no temer uma nova tragédia.

Vencedor do prêmio de melhor filme na mostra Foco da Mostra de Cinema de Tiradentes; selecionado para o Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum

 

Andre Fratti Costa e Reinaldo Cardenuto

Brasil-SP, 2016, 22 min, livre

a partir de 07/03 às 19h00 até 14/03 às 19h59

A vida de um artista em intervalos. A história de um país entre imagens. Antonio Benetazzo foi assassinado pela ditadura militar no Brasil e deixou suas obras espalhadas pelas casas de amigos.

 

Fabio Rodrigo

Brasil-SP, 2019, 17 min, 12 anos

a partir de 08/03 às 15h00 até 14/03 às 19h59

Erika teve um de seus dois filhos, Theylor, de 16 anos, recentemente assassinado em uma abordagem policial e está preocupada com o outro, Nicolas, de 17. Ela está grávida. Medo, dor e felicidade se misturam demais na periferia da cidade de São Paulo.

Selecionado para o Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum e para a Mostra de Cinema de Tiradentes

 

Edileuza Penha de Souza

Brasil-DF, 2019, 22 min, 14 anos

a partir de 08/03 às 15h00 até 14/03 às 19h59

Histórias de mulheres negras que, graças ao trabalho árduo de suas mães, puderam ir para a escola e refazer os caminhos trilhados por suas antecessoras. Suas memórias, alegrias e tristezas se fazem presentes como possibilidade de um novo destino, transformando o duro trabalho das lavadeiras em um espetáculo de vida e plenitude

Vencedor do prêmio de melhor curta-metragem brasileiro no É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários

 

Frico Guimarães

Brasil-SP, 2021, 23 min, 12 anos

a partir de 07/03 às 19h00 até 14/03 às 19h59

O filme acompanha a tripulação de um barco em viagem pelo rio Taquari (Mato Grosso do Sul), enfrentando o assoreamento que dificulta a navegação e circulação de famílias moradoras de uma região onde o rio é estrada

 

Vitória Di Bonesso

Brasil-SP, 2020, 5 min, livre

a partir de 07/03 às 19h00 até 14/03 às 19h59

A desigualdade social e concentração de renda são vistos através da trajetória de um entregador de aplicativo de delivery que precisa trabalhar durante a pandemia da covid-19.

Vencedor do Prêmio Rede Sina de melhor curta-metragem com temática social no ROTA Festival de Roteiro Audiovisual; premiado na categoria Estética de Curta Internacional no Festival de Cinema em Balneário Camboriú; selecionado para o Primeiro Plano – Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades e para a Mostra de Curtas-Metragens San Rafael en Corto (Ilhas Canárias)

 

Anderson Bardot

Brasil-ES, 2019, 25 min, 16 anos

a partir de 07/03 às 19h00 até 14/03 às 19h59

Uma companhia contemporânea de dança está prestes a estrear seu mais novo
espetáculo, que aborda como tema a homoafetividade negra. Paralelamente aos ensaios, o Coreógrafo constrói uma amizade com Pedro, um jovem menino negro que não se identifica como menino

Vencedor dos prêmios de melhor curtametragem e melhor fotografia no For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero; melhor roteiro, melhor interpretação, menção honrosa e Prêmio Canal Brasil no Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade; melhor direção de fotografia e melhor trilha sonora no Festival Santa Cruz de Cinema; selecionado para o Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum e para a Mostra de Cinema de Tiradentes

Alberto Alvares e Cristina Flória

Brasil-SP, 2021, 73 min, livre

a partir de 08/03 às 15h00 até 14/03 às 19h59

As nuances do universo feminino das mulheres Guarani para manter a transmissão e perpetuação de sua cultura, e as formas de resistência para manter o nhandereko, o modo de ser da etnia. Documentário realizado na Terra Indígena Jaraguá, no município de São Paulo, nas aldeias Tekoa Ytu, Tekoa Pyau, Tekoa Itakupe, Tekoa Yvy Porã e Tekoa Ita Endy

Mari Moraga

Brasil-SP/Portugal, 2020, 17 min, 14 anos

a partir de 08/03 às 15h00 até 14/03 às 19h59

Na maior cidade do Brasil, Lora é uma mulher livre e plena de presença, que apresenta outra forma de pensar sobre pessoas em situação de rua.

Vencedor do Prêmio TV Cultura no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum; prêmio do público para curta-metragem documental no Encontro Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões; selecionado para o É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários

 

Vladimir Herzog

Brasil-RJ, 1962, 12 min, livre

a partir de 07/03 às 19h00 até 14/03 às 19h59

Produzido no estilo do “cinéma vérité” (cinema verdade), o filme mostra a presença dos marimbás, intermediários entre a pesca e as sobras do produto, em oposição aos pescadores e aos banhistas carioca do Posto 6, na praia de Copacabana. Único filme do jornalista Vladimir Herzog (1937-1975), a obra é resultado do curso de cinema ministrado pelo documentarista sueco Arne Sucksdorf no Brasil, em 1962

 

Shawara Maxakali e Charles Bicalho

Brasil-MG, 2019, 14 min, livre

a partir de 08/03 às 15h00 até 14/03 às 19h59

A índia Mãtãnãg segue o espírito de seu marido, morto picado por uma cobra, até a aldeia dos mortos. Juntos eles superam os obstáculos que separam o mundo terreno do mundo espiritual. Falado em língua Maxakali e legendado, o filme se baseia em uma história tradicional do povo Maxakali.

Vencedor de menção honrosa no Destaque ABCA – Associação Brasileira de Cinema de Animação para melhor animador(a) / Troféu O Kaiser no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum; melhor animação no FestCurtas Fundaj; selecionado para o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

a partir de 08/03 às 15h00 até 14/03 às 19h59

Mariana Campos

Brasil-RJ, 2019 , 22 min, 14 anos

a partir de 08/03 às 15h00 até 10/03 às 14h59

O amor entre mulheres negras é mais que uma história de amor? Niázia, moradora do Morro da Otto, em Niterói (RJ), abre a sua casa para compartilhar as camadas mais importantes na busca por essa resposta. Já a estudante de direito Leilane nos apresenta os desafios e possibilidades de construir uma jornada de afeto com Camila.

Selecionado para o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba e para a Mostra de Cinema de Tiradentes

 

Diego Paulino

 Brasil-SP, 2018 , 22 min, 12 anos

a partir de 07/03 às 19h00 até 14/03 às 19h59

Entre melanina e planetas longínquos, o filme propõe um mergulho na caminhada de jovens negros da cidade de São Paulo. Um ensaio sobre negritude, viadagem e aspirações espaciais dos filhos da diáspora.

Vencedor do Shortcup World Film Festival; prêmio do público e Prêmio Canal Brasil na Mostra de Tiradentes; prêmio da crítica no FestCurtasBH – Festival Internacional de Curtas-Metragens de Belo Horizonte; melhor curta-metragem documentário e melhor fotografia no Encontro de Cinema e Vídeo do Sertões; selecionado para o Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade e Festival Taquatinga de Cinema

 

Victor Di Marco e Márcio Picoli

Brasil-RS, 2020, 14 min, livre

a partir de 07/03 às 19h00 até 14/03 às 19h59

Um bebê nasce, mas não chora. Um corpo grita e não é ouvido. As tintas que escorrem em um futuro prometido, não chegam em uma pessoa com deficiência. Victor faz de si a própria tela em um universo de pintores ausentes.

Vencedor do prêmio de melhor direção e Prêmio Sesc TV no Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade; melhor direção no Festival Santa Cruz de Cinema; prêmio especial do Troféu “Borboleta de Ouro” no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum; selecionado para o Festival de Gramado.

 

Ziel Karapotó

Brasil-PE/Colômbia, 2019, 7 min, 14 anos

a partir de 07/03 às 19h00 até 14/03 às 19h59

A invasão dos europeus em Abya Yala (sinônimo de América na língua do povo Kuna) nos deixou cicatrizes. Ziel Karapotó utiliza seu corpo para denunciar a imposição da língua do colonizador aos povos indígenas, uma face do projeto colonialista.

Vencedor do Concurso Curta Ecofalante da Mostra Ecofalante de Cinema; selecionado para a Mostra de Cinema de Tiradentes e para o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

 

Vitor Blotta e Fabrício Bonni

Brasil-SP, 2020, 27 min, 14 anos

a partir de 07/03 às 19h00 até 14/03 às 19h59

Documentário sobre os 30 anos do Núcleo de Estudos da Violência na trajetória da redemocratização. Trata-se de um centro de apoio à pesquisa científica voltada para a discussão de temas relacionados à violência, democracia e direitos humanos fundado em 1987 e situado na Universidade de São Paulo.

Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira

Brasil-SP, 2020, 20 min, 16 anos

a partir de 07/03 às 19h00 até 14/03 às 19h59

Luz e Denise cresceram em meio às adversidades de ser LGBT no extremo sul da cidade de São Paulo. Entre o vogue e as poesias, do louvor ao acesso à cidade. Os sonhos e as incertezas da juventude inundam suas existências.

Vencedor do prêmio de melhor filme da mostra competitiva brasileira e menção honrosa do Troféu “Borboleta de Ouro” no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum; melhor curta-metragem no ARCHcine – Festival Internacional de Cinema de Arquitetura; melhor curta-metragem de ficção no Festival de San José (Costa Rica); prêmio João Neri (para produções que abordam essencialmente a militância LGBT e o reflexo dessa atuação na vida das pessoas) no For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero; melhor filme no Festival Santa Cruz de Cinema.

 

Jorge Bodanzky e João Farkas

Brasil-MS, 2019, 45 min, livre

a partir de 07/03 às 19h00 até 14/03 às 19h59

Fazendeiro no Pantanal do Mato Grosso, Ruivaldo Nery de Andrade ganhou destaque como um soldado na linha de frente da batalha pela proteção do meio ambiente. Acompanhando o dia a dia de esforços para sobreviver de Ruivaldo, o documentário aborda as consequências do assoreamento do Rio Taquari.

Selecionado para a Mostra Ecofalante de Cinema

 

Daniela Thomaz

Brasil-RJ/Itália/Suíça, 2019, 11 min, livre

a partir de 07/03 às 19h00 até 14/03 às 19h59

O cacique Faremá – da aldeia Caramujo, nas margens do rio Kuluene conta sobre o nascimento da água e nos adverte sobre as consequências de desrespeitá-la. Na cosmogonia dos Kalapalo, etnia que vive no Parque Indígena do Xingú, a água é tão antiga quanto os humanos e é a fonte da vida

Selecionado para o Festival do Rio, Mostra Ecofalante de Cinema e para o Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum

 

DEBATES

com Conceição Evaristo, Maria Clara Araújo e Semayat Oliveira (mediação)

Narrar e criar trajetórias de resistência, para si e como inspiração, são maneiras potentes para romper os muitos silenciamentos vividos pelas mulheres. Silenciamentos esses que se originam no patriarcado, mas também no colonialismo, no etarismo, na pobreza, entre outros recortes das desigualdades. As muitas identidades, resistências e formas de se sentir mulher, compõem movimentos pela ampliação e ocupação de espaços públicos, culturais, institucionais e políticos. É a partir deste cenário e no contexto do Dia Internacional da Mulher que se dá a conversa entre a romancista, contista e poeta Conceição Evaristo e Maria Clara Araújo, pedagoga e afrotransfeminista. Com mediação da jornalista e escritora Semayat Oliveira, do coletivo “Nós, Mulheres da Periferia”.

Conceição Evaristo é escritora. Ficcionista e ensaísta. Mestre em Literatura Brasileira pela PUC/Rio, Doutora em Literatura Comparada pela UFF. Sua primeira publicação (1990) foi na série Cadernos Negros do grupo Quilombo Hoje. Tem 7 livros publicados, entre eles o vencedor do Jabuti, Olhos D’água (2015), 5 deles traduzidos para o inglês, o francês, espanhol e árabe. Prêmio do Governo de Minas Gerais pelo conjunto de sua obra; Prêmio Nicolás Guillén de Literatura pela Caribbean Philosophical Association; Prêmio Mestra das Periferias pelo Instituto Maria e João Aleixo (tudo isso em 2018!). Em 2019, lançou seu “Poemas da Recordação e Outros Movimentos” em edição bilíngue no Salão do Livro de Paris. Foi homenageada pelo Prêmio Jabuti ainda em 2019 como personalidade literária.

 

Maria Clara Araújo é formada em Pedagogia pela PUC-SP e cursa a Especialización y Curso Internacional en Estudios Afrolatinoamericanos y Caribeños pelo Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO) e pela Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales (FLACSO Brasil). Também cursa o Certificado en Estudios Afrolatinoamericanos do Instituto de Investigaciones Afrolatinoamericanas da Universidade de Harvard. Integrante do NIP: Núcleo Inanna de Pesquisa e Investigação de Teorias de Gênero, Sexualidades e Diferenças, coordenado pela Profª Dra. Carla Cristina Garcia (PUC-SP).

 

Semayat Oliveira é jornalista, escritora e documentarista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e especialista em Cultura, Educação e Relações étnico-raciais pela Escola de Comunicação e Artes da USP. Cofundadora do grupo jornalístico Nós, mulheres da periferia, atua há dez anos com foco em criar novos imaginários e narrativas sobre as mulheres brasileiras, a periferia e a população negra. No âmbito da comunicação estratégica, atuou como coordenadora de comunicação no Instituto Vladimir Herzog entre 2018 e 2019.

 

com Catarina Guarani, Nêgo Bispo e Bianca Santana (mediação)

Ouvir aqueles que resistem há décadas contra a perseguição de seus territórios, línguas e identidades é imprescindível para ampliar os sentidos das lutas por direitos do tempo presente. A professora indígena Catarina Guarani, do litoral de São Paulo, e o pensador quilombola Nêgo Bispo, do interior do Piauí, se unem em uma conversa sobre o uso das palavras como instrumento de luta para manter viva a cultura de seus ancestrais. A partir de suas diversas cosmologias, como as tradições orais e as linguagens escritas podem atuar em defesa da vida? Com mediação da jornalista e escritora Bianca Santana, autora do livro “Quando me descobri negra”.

Catarina Guarani é professora. Catarina Delfina dos Santos, em tupi Guarani Nimbopyruá. Moradora das terras indígenas Piáçaguera na aldeia Tapirema, no litoral de São Paulo. Líder Espiritual, dá aula de terapia tradicional. Tem 4 filhos e vai fazer mestrado em antropologia. É da etnia tupi Guarani.

 

Nêgo Bispo é lavrador, poeta, escritor, formado por mestras e mestres de ofícios, morador do Quilombo Saco-Curtume, localizado no município de São João do Piauí. Ativista político e militante de grande expressão no movimento social quilombola e nos movimentos de luta pela terra, atua na Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Piauí e na Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas. Faz parte da primeira geração da família de sua mãe que teve acesso à alfabetização. Leia o artigo “Cupim que vai pra festa de tamanduá”, de Nêgo Bispo.

 

Bianca Santana é jornalista e escritora.  Doutora em ciência da informação e mestra em educação pela Universidade de São Paulo. Autora de “Quando me descobri negra” e de uma biografia de Sueli Carneiro, em processo de edição. Pela UNEafro, colaborou com a articulação da Coalizão Negra Por Direitos e agora se dedica à estruturação do Instituto de Referência Negra Peregum. É conselheira do Instituto Vladimir Herzog.

com João Batista de Andrade, Tata Amaral e Paula Sacchetta (mediação)

O jornalista Vladimir Herzog tornou-se símbolo dos horrores cometidos pela violência da ditadura militar no Brasil com seu assassinato em outubro de 1975. No entanto, pouco se conhece o papel fundamental que Herzog teve no cenário cinematográfico brasileiro nas décadas de 1960 e 1970. Ele defendia, sobretudo, uma prática audiovisual que tomasse posição diante das desigualdades do país – seja em sua relação com a Cinemateca Brasileira; seja na direção e escrita de seu único filme, o curta-metragem “Marimbás”. João Batista de Andrade, amigo pessoal de Vlado, e Tata Amaral, renomados nomes do cinema nacional e cuja trajetória é pautada pelo respeito aos Direitos Humanos, prestam homenagem à memória do jornalista e ao seu legado para o documentário social. Com mediação da documentarista Paula Sacchetta, especializada em temas ligados aos Direitos Humanos.

João Batista de Andrade é cineasta, escritor e gestor. Dirigiu longas-metragens premiados, como “Doramundo” (1978), eleito melhor filme no Festival de Gramado, “O Homem que Virou Suco” (1980), grande vencedor do Festival de Moscou, e “O Tronco” (1999), prêmio de melhor direção no Cine PE – Festival Audiovisual. Realizou “Vlado – 30 Anos Depois” (2005), documentário sobre seu amigo Vladimir Herzog (1937-1975), jornalista torturado e morto pela ditadura civil-militar do Brasil. Em 2014 foi vencedor do Prêmio Intelectual do Ano. Ocupou os cargos de secretário estadual da cultura de São Paulo (2005-2006), quando criou o Programa de Apoio à Cultura (ProAC), presidente da Fundação Memorial da América Latina e ministro interino da cultura.

 

Tata Amaral é citada por vários críticos como uma das mais importantes realizadoras do cinema brasileiro a partir da década de 1990. A realizadora assina premiados longas-metragens, como “Um Céu de Estrelas (1996), exibido nos festivais de Toronto, Roterdã e Berlim, “Antonia” (2006), que inspirou a série televisiva homônima indicada ao Prêmio Emmy Internacional, e “Hoje” (2011), o grande vencedor do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Dirigiu ainda as séries “Rua!” (2013), realizada para a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, e “Causando na Rua” (2016).

 

Paula Sacchetta é documentarista e é especializada em temas ligados aos Direitos Humanos. Seu segundo longa documental, “Precisamos Falar do Assédio”, foi lançado em setembro de 2016 no 49o Festival de Brasília do Cinema. Dirigiu também duas séries de TV, “Famílias”, sobre jovens LGBT na periferia de São Paulo, e “Eu, Preso”, sobre o sistema carcerário brasileiro. Durante a quarentena do Covid-19 lançou um curta todo feito remotamente sobre a chegada do vírus no sistema carcerário e um curta sobre sexo na terceira idade filmado meses antes, “Acende a Luz”, ambos para o Mov.doc, da UOL.

O dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos comunica que, por conta de um imprevisto, infelizmente o cineasta Patrício Guzmán não poderá estar conosco na entrevista “Meu norte é o sul: retratos latino-americanos no cinema”, programada para o dia 11/3, às 17h, com o jornalista Luiz Carlos Merten.⁣

 

A carreira do cineasta chileno Patricio Guzmán se desdobra ao longo das últimas cinco décadas sobre o trauma coletivo produzido pela ditadura militar de Pinochet em seu país, e sobre memórias e vestígios de prisioneiros e desaparecidos políticos. Seu filme mais recente, “A Cordilheira dos Sonhos”, e o empenho em trabalhar o passado do Chile e por consequência da América Latina, são temas da conversa com Guzmán. Este encontro se propõe a pensar como o cinema e a cultura podem produzir uma poesia marcada por discussões do Sul global sobre os Direitos Humanos.

Patricio Guzmán é um dos cineastas latino-americanos de maior renome internacional. Após o golpe de estado no Chile, permaneceu no Estádio Nacional de Santiago, sofreu confinamento solitário e foi ameaçado de execução. Deixou o país em novembro de 1973. Seu filme “Nostalgia da Luz” recebeu o Grande Prêmio concedido pela Academia de Cinema Europeu em 2010. Com “O Botão de Pérola”, ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim em 2015, e seu filme mais recente “A Cordilheira dos Sonhos” foi eleito melhor documentário no Festival de Cannes em 2019. Guzmán é presidente e fundador do Festival de Documentários de Santiago, FIDOCS. Retrospectivas recentes de sua obra aconteceram no British Film Institute e no FilmArchive de Harvard. Duas de suas obras, “Nostalgia da Luz” e “A Batalha do Chile”, foram incluídas na lista dos melhores documentários de todos os tempos, organizada pela revista britânica Sight and Sound.

com Ailton Krenak, Sebastião Salgado e Ana Toni (mediação)

É preciso pensar o futuro do planeta e da humanidade como questões profundamente conectadas. Garantir a justiça climática é proteger a dignidade humana, especialmente para as populações mais vulnerabilizadas. Em diálogo inédito, o escritor Ailton Krenak e o fotógrafo Sebastião Salgado, os dois nascidos em Minas Gerais e vizinhos no Vale do Rio Doce, região conhecida pela intensa atividade agropecuária e extrativista, refletem os desafios e a urgência de pensarrmos os direitos da natureza como direitos humanos. Com mediação de Ana Toni, diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade.

Ailton Krenak é escritor e ativista do movimento socioambiental e de defesa dos direitos indígenas. Organizou a Aliança dos Povos da Floresta e contribuiu para a criação da União das Nações Indígenas (UNI). Sua luta nas décadas de 1970 e 1980 foi determinante para a conquista dos “Capítulo dos índios” na Constituição de 1988. É coautor da proposta da Unesco que criou a Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço em 2005. É comendador da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República.

 

 

Sebastião Salgado é formado em economia e começou sua carreira como fotógrafo na França, onde mora desde 1973. Trabalhou para as agências Sigma e Gamma, e desde 1979 faz parte da Magnum. Já recebeu os prêmios mais importantes concedidos ao fotojornalismo, entre eles o de Melhor Repórter Fotográfico do Ano, oferecido pelo International Center of Photography de Nova York, e o Grand Prix da Cidade de Paris. Ao lado de sua esposa, Lélia Wanick, desenvolve o Instituto Terra, instituição dedicada a recuperar o ecossistema florestal da região do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. Salgado é também embaixador da Boa Vontade da UNICEF e membro honorário da Academia de Artes e Ciências dos EUA.

 

Ana Toni é diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade. Economista e doutora em Ciência Política, foi Presidente de Conselho do Greenpeace Internacional (2011 a 2017), diretora da Fundação Ford no Brasil (2003-2011) e da ActionAid Brasil (1998-2003). Foi membra do conselho do GIFE, Fundo Baobá para Equidade Racial e Sociedade e Wikimedia Foundation entre outros. Atualmente é integrante dos conselhos da Gold Standard Foundation, Instituto República, Transparência Internacional- Brasil, e do Instituto Pesquisa Ambiental da Amazônia -IPAM.

ATIVIDADES EXTRAS

Projeções em empenas de prédios na rua da Consolação (São Paulo) e em outras cidades brasileiras realizadas pelo coletivo Projetemos.

Projeções a partir de fotografias do livro Heroínas desta História – Mulheres em busca de justiça por familiares mortos pela ditadura”, que apresenta histórias de vida e de luta de 15 mulheres impactadas pela violência de Estado durante a ditadura civil-militar no Brasil (1964-1985).

Trata-se de publicação do Instituto Vladimir Herzog e da Autêntica Editora, na qual são retratadas camponesas, operárias, indígenas, mulheres de classe média e da periferia, do Sudeste ao Nordeste brasileiro.

Projeções a partir de imagens do filme “Marimbás” (Brasil-RJ, 1962, 12 min), seguida de conversa, no perfil do Projetemos, sobre o filme e seu diretor Vladimir Herzog (1937-1975).

“Marimbás” foi produzido no estilo do “cinéma vérité” (cinema verdade) e mostra a presença dos marimbás, intermediários entre a pesca e as sobras do produto, em oposição aos pescadores e aos banhistas cariocas do Posto 6, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Único filme do jornalista Vladimir Herzog, a obra é resultado do curso de cinema ministrado pelo documentarista sueco Arne Sucksdorf no Brasil, em 1962.

PARCEIROS

O Ação de Rua – SP é um projeto de alimentação solidária que nasceu em meio à crise econômica e sanitária provocada pela pandemia de covid-19 no Brasil, quando ficou evidente que as pessoas em situação de vulnerabilidade social seriam as mais afetadas.

O intuito das idealizadoras e coordenadoras do projeto, a arquiteta Joana Sarue e a agente de viagens Katia Ciccone, é oferecer uma comida gostosa e variada, com ingredientes de qualidade e técnicas diversas. Os cozinheiros participantes se empenham em preparar pratos que fogem do básico, como ragu de pernil com polenta, chilli tex-mex, frango thai, feijoada, bobó de camarão, bacalhau e galinhada, entre outros, que são oferecidos a quem está em situação de rua. Através de cardápios criativos e nutritivos, busca-se elaborar refeições que não só alimentem o corpo, mas também despertem emoções positivas, conforto e bem-estar.

A cada entrega, são oferecidos prato principal, sobremesa, água, talheres descartáveis e guardanapo. Há pelo menos três opções de refeição à escolha, para assegurar às pessoas atendidas pelo projeto a autonomia quanto ao que preferem comer. E isso inclui as sobremesas: doces caseiros muito bem preparados pelas confeiteiras do projeto, como mousses, pavês, compotas e bolos.

Para completar, o Ação de Rua – SP distribui um kit de higiene com máscara, álcool em gel e sabonete.

As ações ocorrem sempre aos sábados, no eixo Centro-Zona Oeste da capital de São Paulo. Hoje, o Ação de Rua – SP prepara e entrega cerca de 350 refeições por semana a pessoas que vivem em praças, largos e sob pontes. Em crescimento acelerado, a meta é atingir 1.000 refeições semanais. Com um quadro composto por 25 participantes, o projeto é colaborativo e conta com execução coletiva, aberta a quem quiser participar.

O Ação de Rua – SP possui uma rede ampla de parceiros – pessoas e empresas que contribuem mediante ações como preparo e distribuição das refeições, apoio financeiro ou doação de alimentos e itens para os kits de higiene. Mas vale lembrar que o projeto vive de financiamento coletivo, arrecadado por meio de doações e parcerias – por isso, qualquer contribuição é bem-vinda! Se você administra um restaurante, loja ou mercado e tem alimentos próximos do vencimento (ainda em bom estado, claro) ou qualquer outro tipo de insumo com que possa contribuir, fale com a gente.

O Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social é uma Oscip cuja missão é mobilizar, sensibilizar e ajudar as empresas a gerir seus negócios de forma socialmente responsável, tornando-as parceiras na construção de uma sociedade justa e sustentável.

Criado em 1998 por um grupo de empresários e executivos da iniciativa privada, o Instituto Ethos é um polo de organização de conhecimento, troca de experiências e desenvolvimento de ferramentas para auxiliar as empresas a analisar suas práticas de gestão e aprofundar seu compromisso com a responsabilidade social e o desenvolvimento sustentável.

A missão do Instituto Ethos é mobilizar, sensibilizar e ajudar as empresas a gerir seus negócios de forma socialmente responsável, tornando-as parceiras na construção de uma sociedade sustentável e justa.

O Instituto Ethos propõe-se a disseminar a prática da responsabilidade social empresarial, ajudando as instituições a:

  • compreender e incorporar de forma progressiva o conceito do comportamento empresarial socialmente responsável;
  • implementar políticas e práticas que atendam a elevados critérios éticos, contribuindo para o alcance do sucesso econômico sustentável em longo prazo;
  • assumir suas responsabilidades com todos aqueles que são atingidos por suas atividades;
  • demonstrar a seus acionistas a relevância de um comportamento socialmente responsável para o retorno em longo prazo sobre seus investimentos;
  • identificar formas inovadoras e eficazes de atuar em parceria com as comunidades na construção do bem-estar comum;
  • prosperar, contribuindo para um desenvolvimento social, econômica e ambientalmente sustentável.

Somos uma rede de coletivos originada na diversidade. Existimos desde 2016, em contraponto à falsa unidade de pensamento e ação do jornalismo praticado pela mídia tradicional centralizada e centralizadora.

Os valores que nos unem são o amor apaixonado pela democracia e a defesa radical dos direitos humanos.

Nos opomos aos estratagemas da tradicional indústria jornalística (multi)nacional, que, antidemocrática por natureza, despreza o espírito jornalístico em favor de mal-disfarçados interesses empresariais e ideológicos, comerciais e privados, corporativos e corporativistas.

O Mundo Pensante é um espaço cultural que integra eventos de música, artes visuais, artes do corpo e filosofia.

A estrutura acolhe desde espetáculos, eventos, ensaios de grupos artísticos, workshops, exposições de arte e exibição de filmes. Além de abrir o espaço para essas entre tantas outras atividades, oferece serviços de design, artes visuais e projetos culturais.

A casa está localizada no tradicional bairro do Bixiga, berço de vários artistas e espaços que transformaram a cultura da cidade de São Paulo.

O Mundo Pensante acredita que a arte e a cultura são essenciais para o indivíduo, porque contribuem para sua evolução mental, profissional, social e lírica.

Priorizar a arte, em detrimento dos fins comerciais, valorizando as obras no que é essencialmente humano.

Um empreendimento cultural e artístico é completo quando é transparente e gera resultados positivos para o artista e para o público.

Se organizar direitinho todo mundo projeta!

Rede mundial de projecionistas livres.

FICHA TÉCNICA

CURADORIA
Francisco Cesar Filho
Instituto Vladimir Herzog
Leandro Pardí
Sesc São Paulo

PRODUÇÃO EXECUTIVA
Joana Rochadel

COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO
Tati Nunes

PRODUÇÃO
Gabriela Furniel

PRODUÇÃO DE FILMES | ASSIST. DE PRODUÇÃO EXECUTIVA
Mônica Ravaioli

PRODUÇÃO PERFORMANCES MUSICAIS
Sandrox Duarte
Eric Veríssimo

ORGANIZAÇÃO DOS DEBATES
Carolina Vilaverde / Instituto Vladimir Herzog

MESTRE DE CERIMÔNIAS
Roberta Estrela D’Alva

IDENTIDADE VISUAL
Vitória Di Bonesso

LIBRAS
Educalibras

ASSESSORIA DE IMPRENSA
ATTI Comunicação e Ideias
Eliz Ferreira e Valéria Blanco

PLATAFORMAS DIGITAIS
InnSaei.TV
Sesc Digital

Ana Paula Romeiro

Alexandra Galvis

André Lucena

Benedita Silva

Bia Gomes

Brenda Ramos

Bruna Baldin

Caetano Grippo

Caru Alves de Souza

Eduardo Porto

Eric Mussa

Eric Vecchione

Gabriel Mantelli

Gabriela Pompermayer

Isabel Bacci

Isabel Vargas

José Oliveira

Livia Fusco 
Luisa Conti

Marcio Miranda Perez

Martín Rochadel

Mônica Guimarães

Paulo Papaleo

Pedro José Rochadel

Rafaella Costa

Renan Quinalha

Ricardo Venturini

Sebastián Inostroza

Silmara Machado

Sofia Odina Duarte

Tahyná Ivo / Copacabana Filmes

Tereza Nunes Xavier

Thiago Toth

Victor Bottini

Victor Pires

contato@dhfest.com.br